terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mal-me-quer

(foto: Yvette Moura)
Aos poucos, fui me abrindo para ti
como uma flor que se deixa mostrar
soltando pétala-por-pétala
até se expor ao sol completamente.
Desnuda, vi teus olhos buscarem outros olhos
e as mãos afagarem outros que não os meus cabelos...
Ah, tolo!
Tu nunca saberás quem eu sou
verdadeiramente
até que a noite tenha se interposto entre nós
e ocultado as cores dos meus dias,
e silenciado a doçura da minha voz,
e levado para longe a melodia do meu sorriso...
Como aqueles que só sabem dar valor ao que perdem,
tu só saberás de mim
depois que eu tiver anoitecido em botão
e tiver me guardado em capas, mais uma vez.

* foto e poema publicados no meMMorial, em 08/03/08.

2 comentários:

EmmyLibra disse...

clap clap clap clap clap clap clap :D

Xodade d'oxê, minha amadinha!

Um bjo!!

Maria Moura. disse...

linda.
.
.
.
bjo pra tu, visse?
MM.