terça-feira, 24 de novembro de 2009

Na real

Inspirada pelos contos de fada, que ouvia todas as noites antes de dormir, a menininha de 3 anos não titubeou quando recebeu da tia um enorme pirulito redondo, feito de açúcar colorido:
- É para sempre, titia? Perguntou, serelepe, vislumbrando o que lhe parecia ser a felicidade eterna.
Mas, sem entender o espírito da coisa, a tia cortou logo o "barato" de Alice:
- Não, meu amor. É só até acabar o pirulito...

sábado, 21 de novembro de 2009

AINDA DÁ TEMPO!


"ESPIRITISMO E COMUNICAÇÃO DE MASSA"

com Ivana Raisky (FEB).


Às 14h, no Centro Espírita William Crookes,

que fica em frente ao cemitério N. Sra. da Piedade, no Prado.

ENCONTRO DE DIVULGADORES ESPÍRITAS DE ALAGOAS

Inscrições no local.

Imperdível!!!


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pelas vias da comunicação...

Tudo começou com Adão, que, segundo Mário Zambujal no seu “A Mais Velha Profissão do Mundo”, foi o primeiro jornalista do Planeta, tendo aproveitado a chegada de Eva (e a natural curiosidade feminina) para a deixar informada sobre tudo o que havia no paraíso.

Segundo a história, no entanto, os primeiros comunicadores do Globo foram os pré-históricos, que, para registrarem a sua passagem pela Terra ou indicarem “o caminho das pedras” aos que viriam à retaguarda, usaram as paredes das cavernas e os seus tetos rochosos para contar as suas histórias, cheias de aventura e heroísmo, num tempo em que matar era uma mera questão de sobrevivência.

Mesmo antes da escrita, os primeiros representantes da raça humana deram notícia do seu tempo e das suas atividades – 40 mil anos antes de Cristo – através das pinturas rupestres. Com essa prática, acreditam os antropólogos, os homens das cavernas não apenas registravam o seu cotidiano, mas imprimiam em cada desenho – feito com sangue, argila e excremento de morcegos – a alma do animal, que ali ficava preso, proporcionando-lhes sorte nas caçadas.

Na Idade Média, a figura dos arautos surge – fazendo proclamações solenes, transmitindo mensagens, declarando guerra, anunciando paz – para realizar a mesma tarefa de informar às massas sobre os acontecimentos que, de uma forma ou de outra, lhes diziam respeito.

Na atualidade, jornalistas e radialistas do mundo inteiro lutam contra o tempo para apurar os fatos diários, redigir as matérias e publicar em tempo hábil os assuntos que mais marcaram o dia. Sobressaem quase sempre os acontecimentos mais escandalosos e policialescos, que vendem jornal e dão ibope aos programas radiofônicos e televisivos. Seja como for, em qualquer que seja a época analisada, uma coisa é fato: a comunicação social tem sido uma necessidade para o homem desde os tempos imemoriais.

Através dela, coisas importantes foram trazidas à apreciação da humanidade, alcançando a importância e a força necessária para transformar a sociedade e a criatura humana a partir da reformulação do seu modo de pensar. Desde o princípio, por exemplo, a espiritualidade esteve intimamente ligada à comunicação social, e Jesus de Nazaré é o que se pode chamar de “o mais excelente dos comunicadores”.

Desde o Antigo Testamento, a sua vinda era anunciada pelos profetas – homens cuja força moral e espiritual estava muito acima da média daquela época. Um dos maiores esforços dos profetas, por exemplo, era acabar com a idolatria em Israel, que vivia sob o julgo do império romano.

Com o advento do Cristo e o seu poder quase hipnótico de comunicar a Boa Nova de que era portador, toda a lei e os profetas foram resumidos a dois únicos e semelhantes mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Abatido o corpo, não se matou o Espírito nem a sua mensagem, e Jesus dividiu a história da humanidade entre antes e depois. Até hoje, jamais outro ser foi tão comentado e estudado quanto Ele.

Nos dias atuais – tendo abraçado a maravilhosa, mas também ingrata missão de comunicar através do jornalismo – tenho me perguntado, com frequência, sobre o que estou fazendo com os talentos de que fui dotada pelo Criador e como tenho utilizado os meios de que disponho para melhorar o mundo.

Espírita convicta, tenho procurado divulgar os postulados desta singular doutrina em tudo o que escrevo e, assim fazendo, não penso em conquistar adeptos para o Espiritismo, mas desejo despertar consciências para o bem e para tudo o que verdadeiramente importa nesta existência.

Tenho aprendido que o sobrenome que ostentamos, o cargo que ocupamos, os nossos bens, nada tem valor se não nos despedirmos deste plano moralmente melhor do que quando aqui chegamos. E os “talentos”, amigo, são os elementos de que fomos dotados para fazer o bem. Pensemos nisso!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CONTAGEM REGRESSIVA!!!


É neste final de semana (21 e 22 de novembro)!!!

quem? Federação Espírita do Estado de Alagoas
o que? Encontro de Divulgadores Espíritas do Estado de Alagoas
onde? Centro Espírita William Crookes - Prado.
quando? 21 e 22 de novembro.
que horas? n09o sábado, das 14h às 18h e, no domingo, das 09h às 13h
quanto? R$ 10,00
como? pré-inscrição por e-mail (divulgaespiritismo@hotmail.com), ou no local do evento.
maiores informações: 3223-8699

VOCÊ NÃO VAI FICAR DE FORA, VAI???

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

No cotidiano...

(foto: Yvette Moura)

Quinze reais. Uma herança de família. Os pertences alheios... Uma noitada entre amigos. Um programa com estranhos. Uma relação casual... A intolerância. A irritação momentânea. Emoções desenfreadas... Quanto custa a vida humana para quem se permite desfrutá-la na zona fronteiriça entre o Bem e o Mal? Eis a pergunta que não quer calar!

Quando a morte se anuncia de maneira inusitada e a integridade física é um bem que se permite violar com voracidade e descontrole, é imprescindível que se dê uma parada para refletir sobre a vida e o valor que a ela estamos dando nas nossas relações pessoais. A vida é um bem inviolável e, sempre que intentarmos contra ela, estaremos pondo em risco a nossa própria integridade – física, moral e espiritual. Nada vale mais do que a paz de um existir equilibrado!

Nem a satisfação imediata dos desejos “incontroláveis”, nem a busca desenfreada pelas facilidades e por tudo o que se pode obter num curto espaço de tempo; nem a resolução dos problemas pela força e pelo grito, que entorpecem os sentidos e dão a ilusão momentânea de um poder indestrutível; nem a ansiedade deletéria, que coloca fora do homem o princípio da felicidade...

Nada vale o cerceamento da liberdade, a queda moral, o desequilíbrio emocional, que só distanciam a criatura do convívio social e da alegria de construir a plenitude a partir de experiências comuns com os seus semelhantes e com aqueles que lhe querem bem. A aprendizagem do amor a partir do próprio exercício de amar, nos mais singelos acontecimentos da vida, nas situações mais corriqueiras...

Quem não aprende por essas vias, decerto, o fará pela dor, que a própria existência se encarregará de trazer para a sua intimidade. Afinal, como diz o sábio, nada melhor do que a vida para aquele que se permite infringir de forma contumaz as leis divinas e humanas – com seus altos e baixos, perdas e ganhos, além do advento das doenças e da partida dos entes queridos.

Já que é necessária a presença do escândalo para o aprimoramento da humanidade, como alerta Jesus em seu Evangelho, é preciso cuidar para que não sejamos nós o instrumento infeliz através do qual os escândalos venham. Pois, uma vez culpados, haveremos de arcar com as consequências dos nossos atos, como rege a Lei de Ação e Reação, que se aplica a todos os seres do universo.

Urge empreendermos a busca pelo autoconhecimento e nos aplicarmos no adestramento das nossas más tendências, a fim de não cairmos nas teias da obsessão e do crime, que começam com os pequenos delitos – que habitualmente desculpamos em nós e nos nossos apadrinhados. Para tanto, é pertinente lembrar o diálogo criado por Amélia Rodrigues no seu “Dias Venturosos”, entre Jesus e Pedro, quando este questiona ao Mestre sobre o real significado do Reino dos Céus, que Ele tanto fala.

- Onde encontrá-lo? Como chegar lá? Onde fica? Questiona o apóstolo, que, falho como qualquer outro ser humano em processo de ascensão espiritual, ainda negaria o seu mestre três vezes.

Com olhos lúcidos e complacentes, o Cristo explica que o Reino dos Céus não é um lugar circunscrito no espaço. Não está nem em cima nem em baixo de nós; de um lado ou do outro do Globo Terrestre, mas constitui um cantinho sagrado construído no imo da alma pelo próprio homem. “Lugar onde todas as angústias se acalmam...”.

Quando vejo a morte destronando a vida de forma brutal, como nos últimos acontecimentos, num processo inverso ao idealizado pelo Criador para todos os seus filhos – vida em abundância! –, penso que estamos nos descuidando desse templo sagrado, que deve ser erguido diariamente dentro de nós. Lugar cujas paredes não são feitas de concreto nem comportam aparências, mas devem estar impregnadas do amor ao próximo, a Deus e a nós mesmos.

A dor reclama Jesus no nosso cotidiano, no nosso lar e dentro de nós!