Vida plena!
E não aquela fantasia construída sob as migalhas da fama,
que tanto eleva quanto derruba o homem,
tanto destaca quanto desnorteia,
tanto ilumina quanto cega,
tanto reúne milhares de pessoas em torno de si
quanto o isola do mundo
numa solidão doentia e contraditóra...
Por gratidão,
por toda a alegria que trouxeste para as nossas vidas,
pela companhia incondicional nas horas longas de vigília
- nas descobertas da adolescência -
é que te dedico os versos do poeta,
que descerra os mistérios do Além
como uma obra completa e organizada
num intercâmbio constante entre o Lá e o Aqui.
Salve, Michael! Salve!
***
Crê-se na Morte o Nada, e, todavia,
A Morte é a própria Vida ativa e intensa,
Fim de toda a amargura da descrença,
Onde a grande certeza principia.
(Antero de Quental [espírito], “Fatalidade”)
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sábado, 27 de junho de 2009
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
mais que um sonho...
Deitada em minha rede, nesta madrugada, sonhei um sonho tão singelo quão singelo é o próprio sonho da vida:
Ao chegar em casa, tarde da noite, percebo que há alguém à minha espera, dormitando na cadeira da sala, agasalhado com uma manta. Um sentimento bom, nascido do verbo cuidar, me aquece a alma, tomando conta de mim.
Tranco a porta sem fazer barulho e, em seguida, quando estou me preparando para fechar a janela e garantir a segurança da família, eu me acordo.
O coração aquecido com a singela cena vivenciada, permaneço alí, bem quietinha, depois que acordo, e fico pensando na vida...
Agora diga aí, meu distinto leitor: tem coisa mais rica do que a harmonia do lar?
Ao chegar em casa, tarde da noite, percebo que há alguém à minha espera, dormitando na cadeira da sala, agasalhado com uma manta. Um sentimento bom, nascido do verbo cuidar, me aquece a alma, tomando conta de mim.
Tranco a porta sem fazer barulho e, em seguida, quando estou me preparando para fechar a janela e garantir a segurança da família, eu me acordo.
O coração aquecido com a singela cena vivenciada, permaneço alí, bem quietinha, depois que acordo, e fico pensando na vida...
Agora diga aí, meu distinto leitor: tem coisa mais rica do que a harmonia do lar?
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