Mostrando postagens com marcador PEQUENOS RELATOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PEQUENOS RELATOS. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de novembro de 2008

"Fica com Deush!!!"

Soube que andaste muito por aqui. Fuçando pelos cantos, catando coisas novas, uma crônica, frases, pensamentos, uma palavrinha qualquer que desse sinal de mim.

Sei que voltaste outras vezes ainda, na esperança de que eu também já estivesse de volta. Mas qual! Sempre o mesmo espaço vazio, digo, apenas as postagens antigas, palavras já escritas, as mesmas frases de antes...

Sei que a cada busca tua, a cada retorno o vazio foi ficando maior aí dentro de ti: uma vaga, um estio, uma ausência, noite prolongada... Talvez, quem sabe, até uma saudade antiga foi o que sentiste todas as vezes em que vieste aqui e não me encontraste. Eu sei bem como é que é procurar assim algo que tanto se deseja, mesmo que inconcientemente, e não encontrar...

Foi mal, fiel seguidor! Não tive a intenção de sumir assim, tão de repente, acredite! Mas é que eu estava no meio da mata, subindo a serra do Tiririca, escalando a cachoeira, me molhando em suas águas, mergulhando nas entranhas úmidas da Terra, me enterrando em cavernas em visita ao Pai Oxóssi, à Caipora, ao Curupira, Comadre Fulôsinha, ao Pererê, à Salamandra... Lá pras bandas de Murici.

Para me redimir, eu te prometo que, em breve, voltarei contando tudo (ou quase tudo) sobre a incrível aventura que vivi no último fim de semana. Experiência tão rica, tão rica, que me deixou meio de banzo por dois ou três dias: estendida na rede, ressonando de cansaço e saudosismo...

Mas, por enquanto, amigo, vai te divertindo aí com isso que te escrevo e o próximo artigo, que escrevi outro dia sobre os novos rumos do nosso planeta. A gente se encontra mais na frente, está bem?

Tchau!
Fica com Deush!*


*uma singela homenagem ao polêmico Papai Ití... rss

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O homem nu!




Aconteceu em Maceió!!!

Era um pacato fim de tarde e já estávamos voltando para a redação, apreciando a orla e o mar azul-piscina das Alagoas, quando o inesperado aconteceu: pessoas correndo, gritando e gesticulando em direção às tapioqueiras da praia de Jatiúca.

- Tem alguma coisa acontecendo [Meu faro jornalístico deu logo o ar da sua graça]!!!


Quando estico os olhos para fora da janela na tentativa de ver o que estava se passando, eis que me deparo com um homem pelado em meio às barracas.

As pessoas reagiam das mais variadas formas: umas, cabisbaixas, faziam de conta que não estavam vendo o fato inusitado; outras, indignadas, lançavam impropérios contra o rapaz; e um outro grupo ria sem acreditar no que estava presenciando. Parou o trânsito!!!!

Sem querer perder o furo, corremos eu (de câmera em punho) e Elisana Tenório (portando caderninho e caneta, e vestindo vermelho, e com os cabelos esvoaçantes ao vento) atrás do homem nu.


Ossos do ofício? Nem tanto. Mas não é todo dia que dá boto brasiliense nas praias de Maceió, né??? Hahahahaha...


Obs.:
Quem quiser saber mais sobre esta história, não pode deixar de comprar o O Jornal de sábado (20/09).

Aliás, a segunda foto é um flagrante da Polyanna dos Anjos, nossa querida estagiária Polly Polêmica. Todos queriam ver o "homem nu"!!!!



terça-feira, 1 de abril de 2008

A saga do PC

Você acredita que eu ainda estou com problemas com o meu computador? Pois então! Mesmo sem poder fazer extravagâncias, assim que recebi o diagnóstico do seu estado de morte (ele estava catatônico, lembra?), eu lhe comprei uma memória novinha em folha, mas o danado se fez de rogado.

Incrementei o desmemoriado com alguns bites a mais e liguei a tomada para ver o resultado. Sabe o que foi que ele fez? Assim que o liguei na tomada ele se acendeu todo e logo deu sinal de vida, me deixando eufórica, mas em seguida fechou a cara e dormiu de novo, entrando em novo estado sonambúlico.

Levei para o Thiago, desapontada, e achando que era incompetência da minha parte. Ele repetiu a mesma cena com o técnico, fazendo mais caras e bocas que um ator global em final de novela, o descarado.

Era quinta-feira e tudo levava a crer que na sexta o problema já estaria solucionado. O agravante foi que deu pane no e-mail de O Jornal e o Thiago teve muito mais o que fazer do que ficar paparicando aquela máquina birrenta e voluntariosa, cheia de charme e achaques.

Inteligentes com são os meus leitores, aposto que você já imaginou o que aconteceu. O danado do PC ficou preso na sala do Thiago o fim de semana inteiro e eu, na minha solidão imposta, tive a maior dificuldade de entregar no tempo a minha crônica das terças-feiras para O Jornal.

Ora essa! No corre-corre de hoje, acabou não dando tempo de pegar a infeliz da minha máquina dorminhoca com Thiago, que anda ainda mais corrido do que eu, e o descarado do PC, é claro, vai passar mais uma noite no exílio, que, aliás, deve estar adorando. Afinal, para um sono prolongado feito o dele nada melhor do que uma sala toda equipada com coleguinhas seus e um ar condicionado super, hiper, ultra, mega, maxi congelante. Diga aí?

O meu medo, vou confessar, é que a descarada da máquina se acostume tanto com a idéia da nova casa que acabe me trocando definitivamente pelo Thiago. Sim! Porque fiel mesmo, só o cachorro!

terça-feira, 25 de março de 2008

Depois de breves férias...

Esta fabulosa máquina chamada computador tem feito maravilhas na vida da gente. Tem facilitado os caminhos rudes e toscos de outrora. Tem acelerado os trabalhos, facilitado as tarefas, encurtado distâncias, depois da Internet... Mas nos deixa na mão sempre que descuidamos um pouco, confiando que a máquina é infalível. Ela sempre nos pega de surpresa!

Aconteceu comigo! Mas o pior é que não foi a primeira vez: antes de viajar para passar a Páscoa na casa de minha irmã Ana – no antigo Engenho Mangue, a poucos quilômetros de São Benedito do Sul, interior de Pernambuco –, arrumei a cama e o quarto, fechei as janelas e desliguei todas as tomadas, inclusive, a que leva energia elétrica para o meu computador – essa maravilhosa máquina que parece ter vida própria.

E tem! Porque, ao voltar, abri a porta, as janelas, coloquei a bolsa sobre a cama e religuei as tomadas. Mas o meu amigo continuou dormindo. Chamei-o várias vezes e nada. Sem deixar recado, uma pequena carta ou um bilhete qualquer, ele se foi: resolveu tirar umas férias: zzzzzzzzzzzzzz...

E eu fiquei por ali, sem entrar na Internet, sem poder visitar esta página, atualizá-la ou endereçar uma mínima palavra que fosse para os meus visitantes, adorados visitantes...

Mas agora estou de volta, graças a Deus! E o meu amigo também, é claro. Ganhou uma limpeza merecida, uma memória nova e alguns cuidados necessários para voltar ao trabalho cheio de vontade, vigor e energia (como deve ser). Nosso contato, querido visitante, está estabelecido mais uma vez: - Seja bem vindo!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Divino presente

Ele me mandou chuva, muita chuva, no meio de um dia quente, em plena estação de verão. Ele me mandou chuva, muita chuva, com frio e cheiro de terra molhada para alegrar os meus sentidos. Ele me mandou chuva, muita chuva, com céu pintado de chumbo e barulho de enxurrada a embalar os meus ouvidos. Ele me mandou chuva, muita chuva... E apenas para me ver feliz no dia do meu aniversário. Não foi efeito estufa. Não foi chuva de verão. Não! Foi um lembrete de amor que eu recebi naquele dia como um singelo presente de alguém mais que especial.
- Ah, Deus sabe r-e-a-l-m-e-n-t-e como me agradar!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Como chocolate

Escrevo, é claro, para dizer que estou aqui, que não desisti daquele velho sonho de querer ser feliz. Escrevo por que sinto saudade; uma saudade roxa de compartilhar sei lá o quê. Escrevo... E o faço por que não tem outro jeito; porque me sinto responsável pelo poema do dia; porque preciso rabiscar alguma coisa qualquer para me sentir livre; porque cultivo esse hábito tolo de escancarar sorrisos a quem me bate à porta... Escrevo e pronto! Escrevo por que gosto apenas e por que tenho certeza de que estás aí. Aliás, escrevo por que sei da tua espera, como um compromisso, e é ela que me dá esperança também: que me faz existir... É ela que me faz vir aqui e dividir contigo o que tenho de novo. Ou de velho mesmo, como um velho presente. Como se fosse uma barra de chocolate que vou dividir, carinhosamente, com os meus. Porque lembro que esse doce induz a produção de endorfina e acho isso muito legal. Porque o meu prazer é provocar prazer em ti, como uma troca. Mas, talvez, tudo o que eu faça seja, simplesmente, o meu dever; nada mais. Afinal, como diz o poeta, a vida é o que acontece enquanto estamos distraídos. E hoje eu te confesso que, como quem leva um tombo, a minha única preocupação é me manter acordada.

domingo, 9 de dezembro de 2007

O Manoel de Barros

Andei relendo o Manoel de Barros que ganhei de presente tempos atrás. Apesar de amar Manoel de Barros profundamente, ao ponto de desejar seguir seus passos, digo seus versos, e de amar, como ele, as coisas desimportantes, andei relendo mesmo foi a dedicatória de quem me presenteou.
Não o fiz por nostalgia; foi apenas um prazer engraçado de lembrar que um dia já me quiseram tanto...

domingo, 7 de outubro de 2007

O último beijo

Distraí-me! Só agora é que me dou conta. Viro-me e olho a menina que dorme com grandes olhos verdes sobre os seus, num ressonar leve e o corpo espalhado sobre a cama. Adivinho que já dormiu, mas arrisco:

- Maya? Maya?

Nada. A minha caçula – que usa máscara gelada nos olhos para não ficar com olheiras – já pegou no sono. E me dá uma pontinha de tristeza por não ter atendido, de imediato, ao seu último pedido:

- mãe, me dá um beijo...

É claro que eu já tinha ido lá, abraçado e beijado minha filha várias vezes, mas quando voltei ao computador, e ela sentiu que ia ser levada pelo sono muito em breve, minha menina me pediu mais um carinho antes de dormir. “Já vou!” eu disse. Mas aí, confesso: eu me distraí...

Contudo, não desisto! Volto engatinhando sobre a cama mais uma vez, chego bem pertinho da sua bochecha e lhe dou um beijo cheio de ternura. Ela se move, de leve, e me retribui o carinho fazendo um biquinho e soltando um beijo estalado no ar. Encosto a testa na sua boca e deixo que ela me toque suavemente.

Para minha surpresa, escuto sair de seus lábios um leve sussurro: um suave e preguiçoso “boa noite, mãe!”


@para a Maricota, como um beijo...