sexta-feira, 17 de abril de 2009

À moda do mundo...

Durante o almoço comemorativo ao aniversário de Jade, na última sexta-feira (10), comentei com os presentes sobre o espírito empreendedor de Caio, que, semelhante ao avô (meu pai), tem uma tendência nata para o comércio.

Desde muito cedo, o terceiro filho de Ana procurava meios de ganhar dinheiro. Adquiriu um bezerro, mas logo percebeu que a compra e a venda de animais de grande porte exigem muito mais do que um simples investimento. Então partiu para as codornas e, por algum tempo, andou pelas redondezas vendendo ovos. A ideia era boa, mas ainda exigia cuidados específicos e gerava algumas perdas.

Aos vinte e poucos anos, ambicioso, não sentiu qualquer arrependimento quando desistiu das aves para abrir um depósito num centro maior e comercializar o produto da família: a água mineral São Benedito.

Agora, já está diversificando as vendas e caminhando a passos largos para um empreendimento maior, que os irmãos brincam chamando de “Mercaio”. A tia coruja aqui, ao visitar o depósito acanhado dos primeiros dias, pressentiu estar assistindo à construção de um “Supermercaio” ou, quem sabe, uma rede deles. Afinal, não é assim que surgem as grandes empresas?

Foi, então, que alguém lembrou a diferença, flagrante, de personalidade entre ele e o irmão, um ano e cinco meses mais velho. Amoroso e carismático, Juninho promete seguir os passos do pai, preferindo o contato com o povo humilde da cidade em que vive, numa preocupação natural de fazer amigos antes de qualquer lucro que possa vir a ter com isso.

No seio familiar é atencioso e preocupado com o bem-estar de todos. Quando vamos para lá – Jade, Maya e eu –, cuida das meninas com um desvelo quase paternal, oferecendo-lhes todos os mimos, que, sabe, elas adoram. O avançar da idade não tirou de Juninho o prazer de brincar como se nunca tivesse deixado de ser criança.

Mas há uma peculiaridade engraçada nesse segundo sobrinho, que eu adoro: o seu diletantismo em relação aos animais. Toda vez que eu vou ao Mangue (zona rural de São Benedito do Sul-PE), tem uma novidade:

- Já visse os bodinhos que eu comprei? Perguntou-me em janeiro, quando os visitei.

- Eita, tu estás criando, é? Perguntei. E, com aquele sorriso de menino que nunca cresceu, ajuntou: “Não! Só comprei porque achei bonitinho”.

Pela “sua mão” já passaram um lacrau, os cachorros Catatau (que hoje está bem velhinho), Shena e Rin-tin-tin (irmãos “pastor alemão” que não deixaram descendência), Veloz (um perdigueiro meio malucado que tinha um olho azul e outro castanho), Toddy (um pitbull que quase matou Ping) e Dolly (labrador, meio manca, que adora se jogar nas pessoas e chafurdar na lama).

Também já teve preá, coelhos, patos (que colocou na piscina e chamou de Jade e Maya), dois lobos guará, um furão, um tatu e um “dragão” (bicho pré-histórico que parece a miniatura de um jacaré chifrudo). Isso sem falar nos peixes Beta, que também já possuiu...

Mas, se alguém pensa que ele os compra, pega ou caça porque gosta de cuidar de animais, está redondamente enganado: ele os acha bonitinhos; só isso. O cuidado fica por conta de outros, que adotam os bichinhos, ou então acabam voltando para “casa”, como aconteceu com os guarás, o furão, o tatu e o dragão. Eles não foram os primeiros e nem serão os últimos: outros, certamente, virão!

Neste diminuto comparativo entre membros tão diferentes de uma mesma família, a humanidade inteira me parece representada. E eu admiro cada vez mais a sabedoria do Criador, que nos fez semelhantes e, ao mesmo tempo, tão desiguais. Já pensou se fôssemos todos práticos, ambiciosos ou materialistas? Apaixonados, sonhadores ou idealistas? O mundo, com certeza, seria um lugar meio chato, onde viver não teria muita graça, e, como diria a minha mãe, o ser humano demoraria “a vida do urubu” para evoluir.

@para Juninho e Caio.

4 comentários:

Jαdε Nεvεs disse...

Maminha,
Adoreei!!!
Pricipalmente as patinhas Jade e Maya que Juninho colocou na piscina e ficou competindo para ver quem era mais inteligente e rápida... hahahahahaha

Te amo maminha!!!!
Beso, besito y besote :* ♥

Maria Moura. disse...

hahahahaha...
sim. vivemos muitos momentos gostosos e engraçados com esses meninos que eu amo muito.
bjo, minha princesa!

Anônimo disse...

Gostei muito de ler a história que vivemos. A escrita eterniza momentos que jamais serão revividos com a mesma intensidade e sentimento. Em minha nostalgia eterna, fico feliz em ver que uma passagem da nossa vida simplesmente não se limita às lembranças de alguns de nós e que, mesmo assim, com o tempo vão se tornando cada vez mais distantes até que se vão como se jamais tivéssemos vivido.

Grande beijo e admiração da sua sobrinha que te ama.

Aninha.

Maria Moura. disse...

minha preta,
vivemos momentos lindos ao lado de vcs.
eles passaram, como tudo na vida da gente passa, mas de uma coisa pode ter certeza: o sentimento que une a minha família à tua jamais acabará.
e então teremos muitos outros momentos lindos pra compartilhar. acredite!
um beijo grande.
eu te amo muiiiito!