quarta-feira, 27 de junho de 2012

De "cara limpa"!


Considerado pelos especialistas como a maior causa de mortes no Brasil, e o responsável por 64 tipos de doenças, o álcool foi lembrado, ontem, como o primeiro passo para as outras drogas e para grande parte dos crimes e da violência que se vê por aí.

Várias manifestações marcaram o Dia Internacional de Combate às Drogas em diversas localidades do mundo, inclusive em Maceió – que pontuou a data com uma caminhada pelas ruas do Centro, distribuindo panfletos educativos sobre o uso das drogas, lícitas e ilícitas, e divulgando alguns trabalhos realizados em nosso Estado para tratar os dependentes químicos e os seus familiares, como o Programa da Federação Brasileira de Amor-Exigente.

Considerado um problema de saúde pública – sempre presente em episódios de arruaça, violência doméstica, criminalidade, acidentes de trânsito, entre outros –, a Organização Mundial de Saúde classifica como “doença” o uso sistemático desse aditivo, que, muitas vezes, tem início dentro de casa.

A problemática das drogas já preocupa nações do mundo inteiro, não só pelo alto índice de criminalidade que está por trás dela, mas porque afeta valores culturais, sociais, econômicos e políticos.

Paradoxalmente, não é raro o envolvimento de profissionais da segurança pública e autoridades políticas – que deveriam proteger a sociedade dessas ameaças – com o tráfico de drogas e a comercialização indiscriminada do álcool (sem falar nas rendosas propagandas em horário nobre), pelo negócio lucrativo que é.

Afora a fantasiosa popularidade e o ilusório glamour que as marcas de bebida prometem aos seus usuários, a ingestão dos alcoólicos pode causar desde intoxicação leve, como euforia e falta de coordenação motora, a quadros mais graves, como a amnésia e o coma alcoólicos.

Além disso, estudos comprovam que o alcoolismo é a terceira causa da aposentadoria por invalidez, a segunda das doenças mentais e a maior causadora da perda do trabalho, acidentes de trânsito, violência e conflitos familiares. Isso sem falar nas implicações morais e espirituais para aqueles que se permitem ao uso das drogas, seja em busca de prazeres efêmeros ou numa tentativa de fuga dos problemas.

A psicopedagoga espírita Rosa Maria Silvestre analisa essa problemática lembrando que somos todos “sistemas energéticos”. Segundo afirma, quando o indivíduo faz uso de drogas ele cria verdadeiros “buracos energéticos em sua aura”, abrindo campo para problemas ainda maiores, como as obsessões.

A veneranda Joanna de Ângelis, no livro “SOS Família”, nos adverte para fugir dos conceitos “só hoje” e “apenas um pouquinho”, alertando que uma picada também possui veneno letal, que, mesmo em pequenas doses, pode levar à morte.

E arremata, convidando cada um à responsabilidade para consigo mesmo: se estás feliz, sorve a felicidade com lucidez; se sofres, enfrenta a dor, abstêmio e forte; em qualquer situação, recorre à prece, e encontrarás os recursos necessários para a vitória.

2 comentários:

Fernando Caldas disse...

A princípio, Yvetissima, a descoberta do álcool, obtida pela fermentação de frutas e raízes, ao ser experimentada, produzia no homem não só a sensaçao de prazer, mas também a sensação de anestesia e de afastamento de si. Por algum tempo, o homem o utilizou para os seus rituais e para a realização de cirurgias. Hoje, infelizmente, tendo se convertido numa das "drogas lícitas", destrói muito mais que as chamadas "ilícitas", pois está presente na maioria dos eventos trágicos de o ser humano é personagem principal. Beijão.

Maria Moura. disse...

vale ressaltar que Fernando Caldas é médico homeopata, além de estudioso da Doutrina Espírita, o que faz dele um profundo conhecedor dos males que esses aditivos provocam no ser.
obrigada pela rica contribuição, Nando.