sexta-feira, 6 de julho de 2012
Encontro virtual
domingo, 9 de maio de 2010
Por toda uma vida
Com algumas das minhas palavras bonitas.
Venho dizer-te que és tão ou mais importante
Do que julgas ser querida;
Muito mais do que o que eu possa demonstrar
Através dos gestos e dizeres
De toda uma vida.
Venho contar-te que aprendi a te amar, enfim
E que, mesmo à distância
Cubro-te de beijos e afagos
Em noites de insônia,
Nas tardes mal vividas,
Nos dias em que passas
Embriagada de amor pela vida
Amo-te. E fico ao teu lado
Mas tão juntinho
Que os teus olhos perplexos
Não me podem tocar.
Venho lembrar-te agora, e antes,
Que és a expressão maior do amor de Deus
Entre os mortais.
E nem os meus olhos úmidos,
Agradecidos pela luz da vida,
Poderiam traduzir
Os meus sentimentos sublimados de filha,
Mãe.
@para minha mãe, Ivete Neves de Moura (1927-2001), em homenagem ao Dia das Mães. e para todas as mãezinhas da Terra...
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Balanço
chorar em silêncio
e esperar trabalhando;
Aprendi muito
e muito do que eu aprendi
devo às dificuldades que passei este ano.
Entre outras coisas, aprendi
A me manter na Terra
Contando com o Céu;
E, como único destino, aprendi
A me tornar divino
Sendo mais humano.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Vaga(a)lume
Enquanto acendes o teu brilho no mundo, eu sigo o meu ofício diário de me encontrar comigo mesma, abrindo caminhos na escuridão...
Enquanto acendes com teu brilho o azul-céu dos poetas, eu ilumino a mim mesma, iluminando o lodo-chão para que os deslizes humanos se desvaneçam; inclusive os meus...
Enquanto escutas palmas crescentes em derredor de ti, nascidas do teu público particular, eu, ouvido treinado, ouço apenas um coração: aquele que se enleva a Deus em prece, rogando ser digno, um dia, do juízo que se cria em torno de si...
Feito vaga-lume, sou essa pequenina chama tremulante, que ora se acende ora se apaga, iluminando, nesse movimento, a noite de quem passa ao lado.
Como poeta urbano e andarilho que és, brilhas em plena luz do dia, enquanto que eu – quem diria! –, alumio, a cada breve intervalo, as enormes vagas de escuridão e sombra que ainda persistem dentro de mim.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Mormaço
aposto que vai chover
por uns três dias consecutivos.
Não, não!
Muito mais.
Porque também sinto queimar por debaixo da pele
e nem a brisa, quando passa muito discretamente,
de tempos em tempos,
consegue assoprar para longe
o abafado que fica por dentro da carne...
sábado, 21 de julho de 2007
O último vôo
Hoje, a morte manchou de cinza e chamas o céu de São Paulo, espalhando tristeza e indignação pelas outras cidades do país.
Hoje, a morte caiu do céu como pássaro ferido; como as águas de um temporal.
E meus olhos verteram as lágrimas da dor alheia: tarde demais...
Não deu tempo!
Simplesmente não deu tempo: de estancar o fluir da vida, ou frenar aquele avião, para dizer adeus...