domingo, 6 de abril de 2008

Não gosto de quem se esconde por trás das palavras, sob as sombras da indiferença ou arroubos de violência. Prefiro os que se mostram pelas atitudes e são denunciados pela doçura e a delicadeza.

2 comentários:

Anônimo disse...

Nesses últimos dias andava sufocada com as notícias bárbaras envolvendo nossas crianças, como a da menina de 12 anos brutalmente torturada e da menina Isabela. Tenho a estranha mania de ficar formulando textos mentalmente como se estivesse escrevendo para alguém ler depois, quero deixar claro que não sou jornalista, porém há tempos tenho essa mania e a chamo de estranha porque nunca as ponho no papel.
Enfim, com esses últimos fatos ocorridos procurava palavras e não as encontrava para justificar, pessoalmente achando injustificável, o que leva um ser humano a cometer tais monstruosidades com uma criança. Foi aí que lendo seu ponto de vista do O Jornal, intitulado de “Love in the afternoon”, fiquei um pouco confortada em pensar que apesar de todo sofrimento de Isabela o retorno breve a casa do Pai é concedido apenas aos nobres e de alma pura. Confesso não lembrar ter lido outro texto seu, talvez porque não tenho o costume de ler jornal durante a semana, mas esse publicado nesta terça-feira que li ocasialmente me chamou muito a atenção sobretudo pela facilidade que você mostrou em lidar com as palavras ao ponto de conseguir consolar quem chegasse ao final da leitura. Procurei seu blog na Internet e não podia deixar de elogiar. É muito bom quando lemos textos bem escritos. Parabéns!!!
Carolina Lima
carol_limaal@yahoo.com.br

Maria Moura. disse...

Obrigada por tuas doces palavras, Carol, mas acima de tudo, obrigada por compartilhar conosco o hábito "estranho" que tens de escrever textos reflexivos nas linhas do pensamento: sem saber, encontraste uma igual!
(risos)
Quanto ao texto, a minha felicidade é exatamente levar algum consolo e esperança a quem, como eu, não se contenta com a habitual reclamação e o julgamento, puro e simples, dos escândalos sociais e dos desvairios alheios.
A vida pede mais de nós, eu penso!
Fico feliz, então, que tenha logrado êxito!
Um abraço fraterno,
Yvette.