sábado, 9 de maio de 2009

MÃE

Um dia a mulher solitária e atormentada chegou ao Céu e, rojando- se em lágrimas, diante do Eterno Pai, suplicou:

_ Senhor, estou só!
Compadece- te de mim.
Meu companheiro fatigado, cada dia, pede- me repouso e devo velar- lhe o sono! Quando triunfa no trabalho, absorve- se na atividade mais intensa e, muita vez distraído, afasta- se do lar, onde volta somente quando exausto, a fim de refazer- se. Se sofre, vem a mim, abatido, buscando restauração e conforto...
Tu, que deste flores ao arvoredo e abriste as carícias da fonte, no seio escuro e ressequido do solo, consagras-me, assim ao isolamento? Reservaste a Terra inteira ao serviço do homem que se agita, livre e dominador sobre montes e vales, e concedes a mim apenas o estrito recinto da casa, entre quatro paredes, para meditar e afligir-me sem consolo? Se sou a companhia do homem, que se vale de mim para lutar e viver, quem me acompanhará na missão a que me destinas?

O Senhor sorriu, complacente, em seu trono de estrelas fulgurantes e , afagando-lhe a cabeça curvada e trêmula, falou compadecido:

_ Dei o mundo ao homem, mas confiarei a vida ao teu coração.

Em seguida, colocou- lhe nos braços uma frágil criança.
Desde então a Mulher fez- se Mãe e passou a viver plenamente feliz.


(Espírito Meimei, por Francisco Cândido Xavier, extraído do livro "MÃE - Antologia Mediúnica")

3 comentários:

Anônimo disse...

lindo, adorei, parabens

Doris disse...

Parabéns, vc se expessa mt bem e sabe escolher boas materias

Maria Moura. disse...

obrigada, queridos.
voltem sempre!