domingo, 30 de maio de 2010

A (minha) árvore

(foto: Marco Antônio)

Não tem aquela história que “se é pra morrer de amor, quero que seja contigo”? Então. O meu sentimento, hoje, é mais ou menos esse…


Olhando o troféu que eu ganhei, ontem, no Prêmio Otávio Brandão de jornalismo ambiental, categoria imagem, chego à conclusão de que não havia objeto melhor para homenagear o trabalho realizado em parceria com a querida companheira Layra Santa Rosa [e aqui vai também o meu agradecimento especial ao “Fábio” – belíssima garça, que me rendeu a foto premiada], assim como também pontuar o amor que eu tenho pela minha profissão, além dos meus 15 anos de O Jornal.


Em agosto, eu estarei comemorando as “bodas de cristal” desse casamento, que tem dado certo até aqui. E digo casamento porque O Jornal, para quem não sabe, não foi uma empresa que eu simplesmente visitei em busca de emprego quando cheguei aqui, oriunda da capital pernambucana. Procurei as demais também, e deixei o meu currículo em várias delas – tendo, inclusive, trabalhado no semanário O Repórter (com o querido Rodrigues de Gouveia) –, mas esse periódico, em especial, me atraia... Como uma noiva moderna, fui eu que o escolhi.


E, como em todo casamento, tivemos os nossos altos e baixos ao longo desses anos. Vivemos momentos felizes e amargamos tristezas; tivemos instantes de prazer e horas de tensão e angústia; compartilhamos as tarefas diárias com pessoas maravilhosas, colegas competenes e dedicados, mas também convivemos com egos exacerbados, déspotas da notícia – consciências orgulhosas cheio de comportamentos viciosos e equivocados.


Apesar dos pesares, formamos uma família: uma bela família, cujos filhos vão ganhando o mundo diariamente. Alguns desses frutos, apesar das limitações várias da nossa empresa, se destacam e ganham prêmios, como “Fábio”. Vivendo sobre o lixo, a fauna e a flora das lagoas desse Estado vem sofrendo com a ignrância e indiferença humana. "Fábio" é um sobreviente.


Ter ganho um prêmio denunciando esse abuso contra o meio ambiente foi muito bom, mas eu sonho com o dia em que os nossos prêmios estejam todos relacionados com a promoção do bem e a vitória do amor entre os homens. Mas, por enquanto, eu me dou por satisfeita com a vitória de ontem. Portanto, como eu falava acima, esse troféu em forma de árvore – cuja copa é composta pelas letras do alfabeto – é a minha cara. Um objeto singelo, mas que congrega as coisas que eu mais amo nesta existência em um único símbolo: a árvore. Aquela que representa a Natureza (o que imediatamente me remete a Deus); aquela que gera e mantém a própria vida em si mesma – através dos frutos, das sementes, da sombra e da fotossíntese –, simbolizando a família; e as letras – o meu outro meio de expressão.


O que fazer senão expressar a minha gratidão? A Deus – produtor da história que eu estou escrevendo, diariamente, com as tintas vivas das minhas escolhas; a Jesus de Nazaré – fonte inspiradora, mestre e amigo de todas as horas; às minhas filhas Jade e Maya – companheiras queridas, que têm preenchido a minha vida de luz e alegria, ensinando-me, na prática diária, a fantástica experiência do Amor Maior; e aos amigos todos, encarnados e desencarnados – representados aqui pelo companheiro Deraldo Francisco (grande parceiro) –, que, de várias maneiras, têm me oportunizado a experiência do compartilhamento e do auxílio mútuo.


E há uma outra coisa que vale à pena salientar aqui: essa foi a primeira vez que eu participei do Prêmio Otávio Brandão, portanto, o meu terceiro lugar tem sabor de primeirão! U-huuuu!!!

5 comentários:

Láyra disse...

Ter vencido junto contigo este prêmio, que teve e tem tido gosto de primeiro lugar, me deixou ainda mais feliz. Assim como torcia por mim, torcia para que você estivesse comigo naquele instante e Deus foi tão perfeito que nos permitiu dividir este momento.
Me orgulho muito de poder repartir com você minha manhã e junto, parte da minha vida. Você tem me ensinado bastante e sou grata por todas as palavras de carinho e trocas de experiênciaS. Tenho certeza que essa parceria que está apenas começando nos dará muitos bons frutos.
O sentimento de carinho, respeito e amizade só crescem.
Um beijo enorme, LSR

Anônimo disse...

Querer mesmo, eu queria ter visto, postada aqui, a foto do tal do "Fábio", mas como não foi possível, aproveito minha passagem aqui apenas para dar os parabéns!
Nossa, essa história de que você está casada com o O JORNAL ha 15 anos, me faz lembrar que ja faz todo esse tempo que nos conhecemos...
E também do quanto você era arredia com a repórter de texto com que trabalhou algumas vezes naquele começo..hehehehehehehe... Precisou passar todo esse tempo para arrumar uma parceira à altura, né? hehehehehehehe...
Guarde sua arvorezinha com carinho, deixando o espaço para os outros prêmios que ainda virão, visse?

Bjoks,

S.

Maria Moura. disse...

que é isso, amiga, eu não era tão arredia assim. era???
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
oh, brigadão, visse?
aceito e fico feliz pq sei que é de coração. e só por causa disso, a próxima postagem aqui vai ser uma foto dele. ele mesmo. o "Fábio"!!!!
kkkkkkkkkkkkkkk
bjos.
MM.

Anônimo disse...

Ai, que fofo! Apareceu uma foto da Mokinha com duas das irmãs! Que lindo... "mocionei"... hehehehehehe!!!

Elô Baêta disse...

Gaviotaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!
Você não faz ideia do quanto fiquei e estou feliz por esse prêmio maravilhoso, especial, singelo, que realmente tem tudo a ver com você. Minha profunda alegria por esse merecidíssimo reconhecimento, que veio numa hora mais do que oportuna: os seus 15 anos de O Jornal, já foi expressa por telefone, pessoalmente, mas não podia deixar de registrá-la também aqui. E essa foto! O máximo, você com as suas filhinhas, duas riquezas enviadas por Deus, junto a sua singela premiação, tenho certeza que uma das muitas que ainda virão. Parabéns, sucesso e mais sucesso com as bênçãos de Deus.

Um grande beijo