quinta-feira, 17 de junho de 2010

Calada!!!!

(foto: Yvette Moura)
Andei muito calada nestes últimos dias. Falar me doía a garganta e, às vezes, até me deixava irritada, pois a voz arranhava, arranhava e não saia nada.

Mas aprendi com Fernando Caldas que eu não fiquei “afônica”, como diz a maioria. O que me acometeu mesmo foi uma laringite braba, que me deixou “disfônica”: a voz distorcida e falha, mas ainda lá.

Foram tantos gargarejos e mesinhas que eu fiz, tantas dicas e orientações que recebi, que a tal disfonia partiu, mas a rouquidão ainda anda por aqui, deixando a voz mais sexy, segundo Nereida, e o hábito adquirido de economizar nas palavras...

Sobraram-me perguntas e as explicações que eu não pude dar; sobraram-me reflexões em voz alta e a palestra que fui convidada a ministrar e que me deixou, literalmente, sem saber o que dizer; sobraram-me comentários, brincadeiras, declarações de amor... Declarações de amor? Ah, sei lá. Contaminada até a alma com essa desconcertante limitação física, entrei várias vezes nesta página, por exemplo, e, acreditem, fiquei sem saber o que escrever.

Só hoje destravei os dedos, e, mesmo ainda um pouco rouca, decidi falar sobre o que me passou. Mesmo em período de Copa do Mundo, o assunto não poderia ser outro, não acham? Depois desses dias todos de abstinência verbal, falar sobre a ausência da minha voz era mesmo uma questão de honra! Eu precisava disso para exorcizar o fantasma do silêncio forçado, que se apossou do meu corpo, distraído e frágil, e quase me botou para correr.

Vale alertar, aqui, para que tomem cuidado e fiquem alertas os colegas de profissão, pois o Fantasma da Voz saiu por aí fazendo as suas vítimas nessas noites chuvosas e frias. E parece que ele tem uma predileção especial por jornalistas, viu? Que o digam Layra Santa Rosa e Fátima Bernardes...

Bom, eu vou descansar, agora, os meus dedos e as minhas cordas vocais. Mas, fica aqui o meu grito de alerta: - TE CUIDA, SANDRA SERRA SECA!!!!!!!

2 comentários:

Láyra disse...

Pois é, Moura fui mexer com você que você estava Yvette Rouca e acabei sendo vítima da mesma mudez. Estou totalmente rouca e depois de voltar do médico descobri que estou com a bendita da laringe inflamada - a laringite. Mandou ficar calada e poupar a voz para não ganhar um calo!!! Muito difícil esse silêncio forçado... Beijos enormes

Anônimo disse...

Afe!, sai pra lá malassombro... kkkkk Estimo ainda mais melhoras. Você falou em disfonia, e lembrei da primeira vez que ouvi a palavra disfônico. E, coincidência, soube hoje, com alguma saudade, que a pessoa que a proferiu desencarnou.
Uma das matérias do primeiro período de Jornalismo, no distante 1983, era Língua Portuguesa. O professor, Sebastião Granjeiro Neto. Ele costumava ser diferente de todos os professores que já tínhamos conhecido na vida estudantil - alguns gostavam dele, outros não e haviam os indiferentes.
Ele era "Caxias", e podia até se atrasar, mas não faltava. Uma vez, chegou pedindo a compreensão e colaboração da turma, explicando que estava "disfônico". Em seguida, falando baixinho, explicou a diferença entre os termos afônico, que todos costumavam usar quando a voz sumia, mas não totalmente, e disfônico. Nunca esqueci, e passei a usar o termo certo - sempre.
Fique boa logo!,
Bjkos,

S.

P.S.: Moka, dá uma olhadinha no e-mail, em algo que mandei para você, ok??